Bloqueio.

16 11 2010

Felicidade é uma das maiores causas de bloqueio criativo da humanidade. Mas tristeza, e/ou confusão, causa o mesmo efeito. Até que se consiga verbalizar todos os sentimentos e sensações e colocá-los para fora, o sofrimento é muito grande. E não escrever é o mesmo que adiar certos pensamentos. É o mesmo que fingir que nada daquilo existe. É o mesmo que não trazer aquele assunto para realidade. Criá-lo. Como se o que não fosse colocado no papel desaparecesse sozinho. Do mesmo jeito que surgiu. Que os nós de desfizessem. E que as nuvens se dispersassem. Sem que você precisasse notá-las. Pode não ser bem assim.





Paradoxo.

12 11 2010

Querendo correr embaixo da chuva, mas sonhando em torrar sob o sol! Louca por um brigadeiro, mas morrendo de vontade de tomar uma limonada. Precisando muito escrever, mas sem vontade nenhuma de estender a mão para procurar pelo lápis. Insana para sumir pelo mundo, mas morrendo de vontade de ficar para sempre na minha cama. Querendo sair para dançar, mas ouvindo só música clássica. Apaixonada por vermelho, mas usando só nude. Buscando fortes emoções, mas com preguiça de aventura. Posso ficar o dia todo aqui listando todas as minhas vontades conflitantes. Não vou.





Sobre esperança.

17 09 2010

Existe retrospectiva de meio de ano? Acho que não, né? Mas talvez ano não seja definido pela seqüência exata de 365 dias. Talvez ano seja um ciclo que a gente mesmo fecha, às vezes até inconscientemente, na nossa vida. Meu ano acaba de terminar! E foi um horror! E uma delícia. Como tudo na vida.

Meu ano começou em junho de 2009 e seu fim acaba de acontecer. Ele teve exatos 15 meses! Longo? Um pouco. Principalmente para mim! Em junho eu tinha acabado de terminar a minha pós. Mas antes de ter um mundo de possibilidades e dezenas de novas perspectivas, estava mais perdida que cego em tiroteio. Uma nuvem gigante, espessa e cinzenta teimava em ficar exatamente na frente dos meus projetos. De todos. Pessoais e profissionais. Mas isso é uma longa história. Definitivamente dá uma série de posts…





Lembranças.

28 07 2010

Queria que as lembranças fossem as mais doces. Mesmo que não existisse mais. Mesmo que o tempo tivesse feito as coisas mudarem. E os sentimentos também! Lembrar de vento no rosto. De música bonita. De risadas. De grama molhada e chuva. De gostinho de chocolate. Ter saudade do que foi. E não vai voltar porque não existe mais. Saudade boa do tipo “valeu a pena viver”. Mas os flashes são escuros. Sombrios. Ao invés de música só silêncio e rispidez. What happened to forever? O que aconteceu com todas as cores lindas dos meus sonhos? E com os palácios? E com os abraços? E com tudo que eu imaginava depois do fim?





Lição.

28 07 2010

Queria não precisar lembrar. E queria que fosse fácil esquecer… Mas nem tudo é do jeito que a gente sonha. Dar valor a algumas pessoas. Respeitar quem não merece. Isso não é necessariamente uma escolha. Não é uma opção. Mas também não é uma obrigação. Perdoar, às vezes, é algo que simplesmente faz parte de você. E por mais bonito e altruísta que pareça, não é.  Porque perdoar significa ter que agüentar as mesmas bobagens. Agüentar as mesmas grosserias. As mesmas infantilidades. Os mesmos telefonemas desligados na sua cara. E sem reclamar. Porque afinal a decisão de perdoar foi sua. Foi você que não optou pelo rancor que tem sabor amargo, mas também tem suas pitadas de mel. Cria distância. Falta de notícias. E até certo esquecimento. Te permite não ter que viver situações antigas ainda que elas continuem mal resolvidas. Guardadas em uma gaveta qualquer. Até que um dia transborde. A lição? Talvez não seja bom ser tão bom…





Pedido.

13 07 2010





Imutáveis.

13 07 2010

Do pacote verdades que nunca mudam.





Perdão.

13 07 2010

Mesmo assim às vezes a gente perdoa. Ainda que perdoar não seja voltar atrás, mas caminhar para frente.





Valores.

24 05 2010

Desde que fiquei muito triste tenho pensado bastante sobre o que define se você é ou não feliz. Como é o sentimento? Qual é a sensação? Na maioria das vezes, só percebo que estava incrivelmente feliz quando fico infeliz. A felicidade, pelo menos para mim, só existe em contraponto à tristeza. Só é definida a partir do momento em que uma sensação horrível toma conta de mim e apaga as outras. Mas este domingo, deitada no chão, com o melhor travesseiro que eu poderia ter encontrado, olhando para o céu, completamente a toa e sem compromisso, e com todos ao mesmo tempo, eu percebi que aquilo era felicidade. Assim, sem mais nem menos, com muito simplicidade. Acho que afinal a felicidade é muito simples. E a gente só não sente porque não pára para sentir. Porque não fica em silêncio e presta atenção.





Esperando.

7 05 2010

Chateada e sem a mínima vontade de escrever. Às vezes a vida sai um pouquinho diferente do que a gente tinha planejado. E surpresas podem tanto ser uma delícia como um total fiasco. Ainda não descobri em qual categoria as minhas se encaixam. Esperando pelas cenas do próximo capítulo…








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